Com aquele olhar casando Dona Zuzu na porta de sua casebre espiava no primeiro dia de 2011 o movimento da pacata rua na qual reside há alguns anos.
Dotada de nada menos que oitenta e quatro anos vividos, sua sorte ou seu destino não foi tão diferente de muitos; seu irmão foi-se e ficou na segunda guerra mundial. Seu esposo Otacílio Teixeira partiu cedo, seus filhos e filhas foram o de melhor que ela construiu.
Talvez por conta do cansaço, a senhora sonhadora esqueceu a minha graça; minha fisionomia não. No primeiro dia do novo ano ela foi gentil ao dizer que continuo bonito.
Eu rapidamente sem se cansar lembrei do tempo que pescávamos juntos e ela sorriu da nossa sorte.
Rafael Almeida Teixeira 01.01.2011

3 comentários:
A crença de sorte interferi na conduta dos que nela acreditam. Por isso desejei ver mais uma vez minha avó no início de um novo ano.
Boa noite Rafael.
Agradeço pela visita e venho desejar a vc,um feliz 2011.Com grandes buscas e realizações.Deus abençoe
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